Transformar um evento isolado em uma lei universal. Um fracasso vira "eu sempre fracasso". Uma rejeição vira "ninguém me ama". A mente que transforma exceções em regras absolutas — usando palavras como "sempre", "nunca", "todos", "ninguém".
A supergeneralização transforma um dado único em lei absoluta — como se um ponto de dados fosse suficiente para traçar toda a curva da vida.
Como a supergeneralização percorre o ciclo cognitivo-comportamental:
A mente tira conclusões universais de amostras mínimas. Um fracasso vira "eu sou um fracasso". Uma rejeição vira "sou rejeitável". O erro lógico é tratar um evento como amostra representativa de toda a realidade.
"Sempre", "nunca", "todos", "ninguém", "tudo", "nada" — essas palavras são o combustível da supergeneralização. Elas eliminam nuances, apagam exceções e criam uma realidade preto-e-branco que não existe.
As palavras absolutas são o "DNA" da supergeneralização. Identifique-as e substitua por linguagem específica — a distorção se dissolve quando a linguagem se torna precisa.
Qual pensamento representa supergeneralização? Clique na opção correta.
Treinar o paciente a identificar palavras absolutas no discurso: "sempre", "nunca", "todos", "ninguém".
Substituir preto-e-branco por escala: "De 0 a 100, com que frequência isso realmente acontece?"
Listar exceções à "regra": "Cite 3 vezes em que o oposto aconteceu."
Transformar "sempre/nunca" em linguagem específica: quem, quando, onde, quantas vezes.
Mapear eventos ao longo do tempo — mostrar que a "regra" tem mais exceções do que confirmações.
"Se fosse uma hipótese científica, qual a evidência a favor e contra?"
As palavras absolutas são o sinal. Quando o paciente diz "sempre" ou "nunca", gentilmente questione: "Sempre mesmo? Todas as vezes?"
"Quantas vezes exatamente?" Forçar a especificidade desfaz a generalização. Números concretos são antídoto para absolutos.
Substituir "sempre/nunca" por porcentagens. "Com que frequência? 100%? Ou talvez 30% do tempo?"
Uma única exceção destrói uma regra absoluta. Ajude o paciente a encontrar a exceção — ela sempre existe.