Explicações provisórias que respondem às perguntas fundamentais: por que esse problema surgiu agora, nessa pessoa, dessa forma? E por que persiste?
Instrumentos vivos — revisados a cada sessãoA formulação clínica organiza os dados em três tipos de fatores que, juntos, explicam o quadro completo do paciente.
Perda de emprego → depressão
Término de relacionamento → transtorno alimentar
Pós-graduação → TAG
Temperamento ansioso desde a infância
Apego inseguro e traumas não resolvidos
Crenças centrais precoces de inadequação
Evitação → mantém medo intacto
Ruminação → sustenta humor deprimido
Comportamentos de segurança → mantêm pânico
Clinicamente mais importantes — são onde as intervenções produzem maior impacto. Clique em cada mecanismo para entender como opera.
Mantém o medo intacto ao impedir que o paciente descubra que a situação temida é tolerável. Cada vez que evita, o alívio imediato reforça a evitação e confirma implicitamente que a ameaça era real.
Mantém o humor deprimido ao fixar atenção em perdas passadas, falhas e injustiças. Parece produtivo ("estou processando"), mas é repetitivo e não leva a resolução — apenas amplia o sofrimento.
Buscar reasseguramento compulsivo mantém a ansiedade ao impedir que o paciente desenvolva tolerância à incerteza. O alívio é temporário — em horas, a dúvida retorna e a busca recomeça.
Comportamentos usados para prevenir o temido catastrófico. Quando o catastrófico não ocorre, o crédito vai ao comportamento de segurança — não à sua ausência de risco real. Mantêm a crença intacta.
Marina, 34 anos, professora. Procura terapia após dois meses de preocupação excessiva, dificuldade de concentração e insônia. Relata que os sintomas surgiram após ser promovida a coordenadora escolar.
Moldam o prognóstico e orientam onde investir primeiro na terapia. Clique para explorar cada categoria.
Relacionamentos de qualidade funcionam como amortecedor de estresse e fonte de regulação emocional. Pacientes com rede de suporte sólida respondem mais rapidamente ao tratamento e têm menor taxa de recaída. Avaliar: quem está disponível? Qual a qualidade dessas relações?
Capacidade de identificar, nomear e regular emoções é recurso terapêutico valioso. Pacientes com maior inteligência emocional assimilam o modelo cognitivo mais rapidamente e generalizam as habilidades aprendidas para situações novas.
Evidências históricas de que o paciente superou dificuldades antes. Úteis para desafiar crenças de incapacidade ("Mas você atravessou aquele período de…"). São dados objetivos contra pensamentos automáticos de desamparo.
Quando o paciente sabe o que é importante para ele (família, crescimento, conexão), os valores funcionam como bússola terapêutica — orientam metas, motivam exposições difíceis e dão sentido ao esforço terapêutico.
A ambivalência é regra, não exceção. Avaliar o estágio motivacional orienta abordagem: pré-contemplação exige psicoeducação; contemplação, exploração de prós e contras; ação, técnicas específicas. Forçar técnicas antes da motivação adequada produz resistência.