Depressão

Sintomas e sinais

A depressão vai além do humor triste: anedonia, fadiga, alterações de sono e apetite, dificuldade de concentração e comprometimento funcional compõem um quadro clínico complexo. Entenda os critérios diagnósticos do DSM-5, por que o impacto funcional é parte central do diagnóstico, como os sintomas somáticos se relacionam com a neurobiologia do quadro, e quais sinais de progresso monitorar além da melhora subjetiva do humor.

  • O quadro clínico da depressão: além do humor triste
  • A depressão é frequentemente reduzida, no imaginário popular, ao humor deprimido, tristeza profunda e persistente. Mas o quadro clínico completo é mais amplo e, em alguns casos, o humor deprimido pode não ser o sintoma mais proeminente. O DSM-5 requer que pelo menos um dos dois sintomas centrais esteja presente: humor deprimido na maior parte do dia na maioria dos dias, ou anedonia, perda de interesse ou prazer em atividades que antes eram significativas. A partir daí, outros cinco entre sete sintomas adicionais completam o diagnóstico.
  • Esse conjunto inclui alterações do sono (insônia ou hipersônia), alterações do apetite ou do peso (aumento ou diminuição), fadiga ou perda de energia, dificuldade de concentração e de tomada de decisão, sentimentos de inutilidade ou culpa excessiva, agitação ou retardo psicomotor observável por outras pessoas, e pensamentos recorrentes de morte ou ideação suicida. Para que o diagnóstico seja feito, os sintomas precisam causar sofrimento significativo ou comprometimento funcional, e não serem explicados por condição médica ou uso de substâncias.
  • Por que o impacto funcional é parte do diagnóstico
  • O critério de comprometimento funcional não é apenas burocrático, é clinicamente relevante. A depressão se manifesta no impacto sobre o funcionamento: a pessoa que deixou de trabalhar, que se isolou dos relacionamentos, que não consegue mais cuidar dos filhos ou da própria higiene. Avaliar o funcionamento pré-mórbido (antes do episódio) e o atual é essencial para dimensionar a gravidade, estabelecer metas realistas de tratamento e monitorar a evolução.
  • Uma consequência clínica importante desse ponto é que a melhora do humor não é o único, nem sempre o primeiro, indicador de progresso terapêutico. Mudanças no sono, no apetite, na capacidade de concentração e no engajamento em atividades frequentemente precedem a melhora subjetiva do humor, e identificá-las como progresso real ajuda a combater a desesperança do paciente.
  • O corpo na depressão
  • Os sintomas somáticos da depressão: fadiga, dores musculares, cefaleia, distúrbios gastrointestinais e dificuldades sexuais, são tão reais quanto os cognitivos e emocionais. Eles refletem as alterações neurobiológicas do quadro (eixo hipotálamo-hipófise-adrenal, neurotransmissores, inflamação sistêmica) e frequentemente são a queixa principal pela qual o paciente busca ajuda médica inicialmente, antes do diagnóstico psiquiátrico. Reconhecer e validar os sintomas físicos é parte essencial do engajamento terapêutico.

O corpo fala quando a mente está esgotada.

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